Bacharelado em Medicina
Dados da Coordenação
CURSO / LOCAL DE OFERTA
Bacharelado em Medicina
Campus Santo Amaro (FCM)
Campus Garanhuns
Campus Serra Talhada
COORDENADORES
Marianne Regina Araújo Sabino (FCM)
Patrícia de Mores Soares Santana (Serra Talhada)
José Barros de Almeida Filho (Garanhuns)
E-MAIL DE CONTATO
coordcursomedico.fcm@upe.br
medicina.serratalhada@upe.br
medicina.garanhuns@upe.br
Último Parecer de Reconhecimento pelo CEE
NÚMERO – VIGÊNCIA DO PARECER
042/2021-CES – 28/04/2027
085/2019-CES – 30/06/2025
041/2025-CES – 29/09/2029
DURAÇÃO DO CURSO EM PERÍODOS
12 (Doze)
TURNO E VAGAS OFERTADAS
FCM: Integral, 50 vagas por turma.
Esse curso possui entrada no 1º e no 2º semestres.
Serra Talhada: Integral, 20 vagas anuais.
Esse curso possui entrada no 1º e no 2º semestres.
Garanhuns: Integral, 40 vagas anuais.
Esse curso possui entrada apenas no 2º semestre.
Sobre o Curso
O curso de Medicina da Universidade de Pernambuco propõe aliar a realidade de saúde e ensino local e regional com a incorporação das Diretrizes Curriculares Nacionais, a integração e a atualização do currículo e a valorização do emprego de metodologias de ensino-aprendizagem ativas, com ênfase na abordagem interprofissional e ações transdisciplinares nas atividades práticas nos serviços de saúde e espaços comunitários. Ressalte-se ainda o estímulo à integração entre ensino, pesquisa e extensão; a promoção de avaliação de conhecimentos, habilidades e atitudes desenvolvidas e o incentivo às avaliações interativas e à auto-avaliação por parte do corpo docente e discente.
O currículo do curso de medicina está estruturado ao redor de três eixos:
(I) eixo teórico-demonstrativo;
(II) eixo prático-construtivista;
(III) eixo de desenvolvimento humanístico; que permitirão o desenvolvimento de conhecimentos, habilidades e atitudes previstas no perfil de competências.
As DCN de 2014 estabelecem três níveis de competências a serem trabalhadas em um curso médico:
• Atenção à Saúde individual e coletiva;
• Gestão em Saúde; e,
• Educação em Saúde Visando as competências esperadas e a interdisciplinaridade inerente ao mundo atual.
O currículo de medicina da FCM/UPE é estruturado tendo como base os três domínios cognitivos, ou seja, o conhecimento, as atitudes e as habilidades, em três eixos: o Teórico Demonstrativo, o Humanístico e o Prático Construtivista. O primeiro eixo trata de embasar a conhecimento teórico que o médico deve ter. O segundo se refere às relações interpessoais entre médicos e equipe de saúde, entre médicos e pacientes e entre médicos e a sociedade. O terceiro eixo, o Prático-Construtivista, se constitui pela vivência prática dos estudantes nos diversos espaços do trabalho médico ou campos de formação.
Cada eixo é constituído por módulos que tem como objetivo facilitar a integração e interação entre eixos e a interdisciplinaridade. No 1o ano – tem como tema a Promoção à Saúde I e II, integrando os módulos morfofuncional I e II, Atenção Primária à Saúde I e II, Trabalho Interprofissional em Saúde, História da Medicina, Trabalho Médico e Compromisso Social e Introdução a Método de Pesquisa. No 2o ano – trabalha Agressão e Defesa I e II, nos módulos Doença I e II, Serviços I e II e Ciclos de Vida. No 3o ano – inicia a Atenção Integral ao Indivíduo I e II, através dos módulos Prática Médica I a IV, Discussão Clínica I e II e Atenção Global ao Doente I e II e no 4o ano, continua com a Atenção Integral ao Indivíduo, integrando os módulos Prática Médica V a VIII, Atenção Global ao Doente III e IV Discussão Clínica III e IV e III e IV. Em todos os módulos são inseridas as questões disparadoras para a atenção à saúde individual e coletiva, a gestão e a educação em saúde, conforme determinação das diretrizes curriculares.
Ao término do curso, o médico formado pelo Curso de Medicina deverá ser capaz de:
01- Atuar nos diferentes níveis de atenção à saúde através do desenvolvimento de ações de prevenção, promoção, proteção e reabilitação da saúde, tanto em nível individual quanto coletivo.
02 – Praticar o cuidado à saúde de forma integrada, contínua e articulada com as demais instâncias do sistema de saúde.
03 – Desenvolver pensamento crítico visando à análise e solução dos problemas da sociedade.
04 – Atuar dentro dos padrões de qualidade e dos princípios da ética/bioética, compreendendo que a responsabilidade da atenção à saúde não se encerra com o ato técnico, mas sim, com a resolução do problema de saúde, tanto em nível individual como coletivo.
05 – Avaliar, sistematizar e decidir as condutas mais adequadas subsidiadas por evidências científicas, com base no uso apropriado, na eficácia e no custo-efetividade da força de trabalho, de medicamentos, de equipamentos, de procedimentos e práticas no cuidado em saúde.
06 – Manter-se acessível e garantir a confidencialidade das informações a eles confiadas na relação com os pacientes e seus familiares, com outros profissionais de saúde e com o público em geral.
07 – Comunicar-se de forma verbal, não-verbal, com habilidades de escrita, de leitura e de tecnologias de comunicação e informação.
08 – Assumir posições de liderança no trabalho em equipe interprofissional, tendo em vista ações interdisciplinares para o bem-estar da comunidade, com compromisso, responsabilidade, empatia, habilidade para tomada de decisões, comunicação e gerenciamento de forma efetiva e eficaz.
09 – Tomar iniciativas de gerenciamento e administração nos diferentes níveis de atenção do processo de trabalho (pessoas, recursos físicos/materiais e de informação), devendo estar aptos a ser empreendedores, gestores, empregadores ou lideranças na equipe de saúde.
10 – Assumir a responsabilidade e o compromisso com a sua própria educação, aprendendo continuamente na sua formação, na sua prática profissional e com a educação das futuras gerações, inclusive estimulando e desenvolvendo a mobilidade acadêmico-profissional e cooperação através de redes nacionais e internacionais.
O número de médicos no Brasil em termos estatísticos, de 1970 a 2020, cresceu 11,7 vezes (1.170,4%), passando de 42.718 para 500 mil médicos. Já a população brasileira, no mesmo período, foi de 94.508.583 para mais de 210 milhões, um aumento de 2,2 vezes (ou 222,3%).
Além disso, é notório a desigualdade com relação à distribuição de médicos pelo Brasil. Há regiões com poucos, e até quase nenhum, profissional.
Segundo uma pesquisa encabeçada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a medicina ocupa o primeiro lugar entre as 48 melhores profissões de nível superior analisadas pelo estudo. Além disso, é “a campeã” em quesitos como salário e empregabilidade.
O graduado em medicina da UPE, será formado para que, ao lado de uma base sólida de conhecimento da Medicina contemporânea, possa atuar dentro dos princípios de resolutividade e integralidade, preconizados pelo SUS.
