Bacharelado em Engenharia de Software

Dados da Coordenação

CURSO / LOCAL DE OFERTA

Bacharelado em Engenharia de Software

Campus Garanhuns / Campus Surubim

 

COORDENADORES

Eraylson Galdino da Silva (Garanhuns)

Augusto César Ferreira de Miranda Oliveira (Surubim)

 

E-MAIL DE CONTATO

engenhariadesoftware.multicampi@upe.br

augusto.oliveira@upe.br

Último Parecer de Reconhecimento pelo CEE

NÚMERO – VIGÊNCIA DO PARECER

Resolução CEPE Nº 018/2018 (Criação do curso no Campus)

Resolução CEPE Nº 008/2022 (Criação do Campus)

010/2024-CES – 30/04/2029

 

DURAÇÃO DO CURSO EM PERÍODOS

08 (Oito)

 

TURNO E VAGAS OFERTADAS

Integral, 30 vagas por entrada.

Garanhuns: Esse curso possui entrada apenas no 1º semestre.

Surubim: Esse curso possui entrada apenas no 2º semestre.

Sobre o Curso

O termo Engenharia de Software é adotado pela IEEE (Institute of Electrical and Electronics Engineers) e pela ACM – Association for Computing Machinery – uma das principais instituições mundiais de profissionais da área de Computação e engenharia elétrica -– para denominar um corpo de conhecimento específico, assim como para designar um curso de graduação específico na área [IEEE, 1990; ACM/IEEE 2005]. O CNPq adota essa denominação para uma especialidade na grande área da Ciência da Computação, assim como a CAPES para o Projeto de Implantação do Curso de Bacharelado em Engenharia de Software.

É preciso deixar claro que o termo engenharia está relacionado ao significado de construção, criação de produtos de alta qualidade de forma sistematizada. Ela é uma disciplina de engenharia que investiga todos os aspectos relacionados à produção de software de qualidade e economicamente viável. Logo, a engenharia de software propõe métodos sistemáticos com o uso adequado de ferramentas e técnicas que levam em consideração o problema a ser resolvido de acordo com as necessidades dos clientes e os recursos disponíveis.

Os cursos de Bacharelado em Engenharia de Software visam abordar tanto a teoria quanto a prática em Computação, considerando a aplicação de tecnologias existentes, a utilização e a criação de métodos, de tecnologias de software e da infraestrutura de sistemas.

A Engenharia de Software, portanto, procura integrar princípios da matemática e da Ciência da Computação com as práticas de engenharia para desenvolver modelos sistemáticos e técnicas confiáveis que fomentem a construção de softwares de alta qualidade. Mais recentemente, procura também lançar um olhar para o ambiente organizacional em que o software se insere, de modo que o software produzido colabore com a eficiência e a produtividade na resolução de problemas, em um ambiente mais seguro e flexível. O curso possui grande apelo para o mercado de trabalho na área tecnológica da Computação. Seus egressos devem ser capazes de atuar no desenvolvimento de sistemas de software para diferentes domínios e plataformas, considerando a especificidade de cada projeto, com métodos, técnicas e ferramentas apropriadas.

De forma geral, o Curso de Bacharelado em Engenharia de Software UPE deve assegurar a formação de profissionais que possuam as seguintes competências e habilidades:

• Conhecer os limites da computabilidade, bem como a sua aplicabilidade na identificação de problemas que possuam uma solução algorítmica, compreendendo bem as suas dimensões;
• Desenvolver soluções e tomar decisões, com base em conhecimentos técnicos das características de infraestruturas de software, de hardware e de comunicação, bem como através de ambientes de desenvolvimento, norteados por princípios éticos e aspectos legais;
• Ter domínio da língua portuguesa na leitura e produção de textos técnicos e científicos, visando à preparação e à apresentação de trabalhos, em seus diversos formatos;
• Identificar oportunidades de negócio, e atuar de forma criativa e empreendedora, abrangente e cooperativa no atendimento às demandas sociais da região onde atua, do Brasil e do mundo;
• Capacidade de realizar projetos de forma cooperativa, podendo assumir papel de liderança e gestão, na supervisão da área de atuação profissional, harmonizando eventuais conflitos que possam minar custos, tempo, e a qualidade do produto.
• Conceber, especificar, projetar, desenvolver, avaliar e gerenciar softwares, considerando seus requisitos funcionais e especificações tecnológicas, de forma interdisciplinar, além da capacidade de acompanhar e adequar-se frente às mudanças tecnológicas e aos seus impactos;
• Conhecer e aplicar normas técnicas nos projetos de software, bem como as normas legais subjacentes, como propriedade intelectual e direito autoral;
• Conhecer métodos, técnicas, e ferramentas adequadas para produção de softwares de alta qualidade, para as mais variadas plataformas de desenvolvimento disponíveis;
• Aplicar boas práticas de desenvolvimento, validação e verificação de software;
• Promover a pesquisa, a partir da integração das áreas (e suas subáreas) de Computação, Matemática e Produção, propondo, coordenando e avaliando projetos de desenvolvimento de software.

O mercado de desenvolvimento de software, tanto no Brasil quanto no exterior, é fonte de grandes oportunidades. No Brasil, o mercado de TI em 2016 movimentou aproximadamente US$ 40 bilhões, R$ 132 na cotação da moeda americana em 2016 (FONTE: Mercado Brasileiro de Software, Panorama e Tendências). Com mais de 15.000 empresas dedicadas ao desenvolvimento, distribuição e prestação de serviços, mais da metade (aproximadamente 60%) tem como atividade principal o desenvolvimento de software. No mundo, o mercado de TI movimentou mais de US$ 2 trilhões em 2016. Na América Latina, o mercado movimentou aproximadamente US$ 105 bilhões no mesmo ano. Estes dados mostram que o mercado brasileiro ainda tem muito para crescer, mas já traz grandes oportunidades para profissionais de TI. Em específico para o mercado de desenvolvimento de software, que conta com a maior parte do faturamento do setor.

Em Pernambuco contamos também com um ecosistema de empresas efervescente, conhecido como Porto Digital, que abriga 339 empresas, das quais destacam-se Accenture, Avanade, Avantia, CESAR, Globo, Pitang, Serttel, Speedmais, Stefanini e Tempest, terminando 2019 com quase 12.000 profissionais empregados. A diretoria do Porto Digital prevê que sejam abertas mais 3.200 vagas de emprego apenas em 2020. Em 2019, o faturamento das empresas embarcadas no Porto Digital chegou a R$ 2,3 bilhões – valor 23,94% maior que o faturamento do ano anterior. A meta do Porto Digital é, até 2025, ter cerca de 20 mil colaboradores distribuídos em 500 a 600 empresas no parque, com faturamento anual de R$ 3,5 bilhões (FONTE: Porto Digital).

O Porto Digital também conta com escritório em Caruaru, funcionando em Parceria com o Campus Caruaru da Universidade de Pernambuco. Além disso, a região de Garanhuns é um pólo comercial, de turismo e educação na região do agreste meridional do Estado de Pernambuco, apresentando assim oportunidades para empreendimento local.

Relatórios ENADE, Pareceres de Reconhecimento e Projetos Pedagógicos

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